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Transporte de produtos perigosos: entenda como funciona

O transporte de cargas perigosas deve ser realizado com o maior cuidado possível. Esses produtos, se transportados de maneira displicente e sem os devidos cuidados, podem causar impactos consideráveis ao meio ambiente e saúde pública de uma maneira geral. 

 

É importante lembrar que o transporte de todo tipo de produtos perigosos, incluindo resíduos, necessariamente precisa atender ao Decreto nº 96044 e à portaria nº 204 do Ministério dos Transportes. Esses decretos definirão itens específicos sobre como deverá ser realizado o transporte.

 

Nesse artigo você entenderá um pouco mais como funciona o transporte de produtos perigosos. 

Qual a classificação de produtos perigoso para transporte? 

 

 

 

Considerando as Recomendações para o Transporte de Produtos Perigosos, a forma que os produtos são classificados possui como critério norteador o tipo de risco que apresentam, segundo a ABNT 10004. 

 

Ao todo, as classes são: 

 

  • Classe 1 – EXPLOSIVOS
  • Classe 2 – GASES, com as seguintes subclasses:
  • Subclasse 2.1 – Gases inflamáveis;
  • Subclasse 2.2 – Gases não inflamáveis, não tóxicos;
  • Subclasse 2.3 – Gases tóxicos.
  • Classe 3 – LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS
  • Classe 4 – Esta classe se subdivide em:
  • Subclasse 4.1 – Sólidos inflamáveis;
  • Subclasse 4.2 – Substâncias sujeitas a combustão espontânea;
  • Subclasse 4.3 – Substâncias que, em contato com a água, emitem gases inflamáveis.
  • Classe 5 – Esta classe se subdivide em:
  • Subclasse 5.1 – Substâncias oxidantes;
  • Subclasse 5.2 – Peróxidos orgânicos.
  • Classe 6 – Esta classe se subdivide em:
  • Subclasse 6.1 – Substâncias tóxicas (venenosas);
  • Subclasse 6.2 – Substâncias infectantes.
  • Classe 7 – MATERIAIS RADIOATIVOS
  • Classe 8 – CORROSIVOS
  • Classe 9 – SUBSTÂNCIAS PERIGOSAS DIVERSAS

 

As exigências necessárias para cada classe ou subclasse devem ser atendidas para que o transporte seja realizado de maneira totalmente segura. No caso de embalagens, os produtos das Classes 3, 4, 5 e 8 e da Subclasse 6.1 podem ser classificados em três grupos, dependendo do risco apresentado. São eles: 

 

  • Grupo de Embalagem I – alto risco;
  • Grupo de Embalagem II – risco médio; e
  • Grupo de Embalagem III – baixo risco.
Rótulo de risco/painel de segurança

 

 

 

A identificação da carga e seu número de risco/painel de segurança é uma medida que obrigatoriamente deve mostrar-se presente no processo de transporte de produtos perigosos. 

 

O rótulo de risco mostra a intensidade e o tipo do risco da carga em questão. Nesse rótulo, temos 2 ou 3 algarismos. O número da esquerda representa o risco principal, enquanto o da direita, o risco subsidiário. Confira o significado de cada algarismo abaixo: 

 

  • 2: Desprendimento do gás devido à pressão ou à reação química;
  • 3: Inflamabilidade de líquidos (vapores) e gases ou líquido sujeito a aquecimento;
  • 4: Inflamabilidade de sólidos ou sólido sujeito a auto aquecimento;
  • 5: Efeito oxidante (intensifica ao ter contato com fogo);
  • 6: Toxicidade ou risco de infecção;
  • 7: Radioatividade;
  • 8: Corrosividade;
  • 9: Risco de violenta reação espontânea.

 

Um painel de segurança, por sua vez, tem como objetivo alertar que aquele veículo está transportando um produto perigoso. Recomenda-se que sejam fixados quatro painéis no veículo: dois nas laterais, um na dianteira e um na traseira. 

 

O painel deve ser retangular e com dimensões de 30×40 cm, contando com duas linhas com números. A linha superior representa o número de risco, enquanto a inferior apresenta o código ONU. 

Qual a documentação necessária para o transporte de produtos perigosos? 

 

 

 

Para que os produtos perigosos sejam transportados em segurança, alguns pré-requisitos devem agir em convergência: o bom treinamento dos motoristas, veículos e embalagens em boas condições e, claro, a documentação necessária. 

 

Os documentos exigidos para o transporte de produtos perigosos são:

 

  • C.N.H – categoria correspondente ao veículo (Código de Trânsito Brasileiro – CTB – e art. 159 da Lei 9.503/97);
  • Treinamento específico para condutores de veículos transportadores de produtos perigosos – Curso MOPP;
  • Certificado de Capacitação para o transporte rodoviário de produtos perigosos a granel, expedido pelo INMETRO (art. 22, I do Regulamento do Transporte Terrestre de Produtos Perigosos, Portaria nº 197/04 do INMETRO);
  • CRLV – Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CTB e art. 120 e 133 da Lei 9.503/97);
  • Manifesto de Transporte de Resíduos;
  • Documento fiscal do produto transportado (art. 22, II do Regulamento de Transporte Terrestre de Produtos Perigosos);
  • Ficha de Emergência e envelope para o transporte terrestre de produtos perigosos (art. 22, III, alíneas a e b do Regulamento de Transporte Terrestre de Produtos Perigosos e NBR 7503) e, no caso de resíduo químico, Ficha de Segurança do Resíduo Químico e Rótulo de Identificação (conforme NBR 16725:2014);
  • Conhecimento de Transporte da Carga Transportada;
  • Licença de transporte (caso seja requerido pelo Estado/município);
  • Licença ou Autorização Ambiental emitida pelo órgão Estadual de Meio Ambiente, para o transporte de cargas perigosas (produtos ou resíduos perigosos) dentro do Estado;
  • Autorização Ambiental para Transporte Interestadual de Cargas Perigosas (produtos ou resíduos) emitida pelo IBAMA, através do site: Autorização ambiental para transporte de produtos perigosos;
  • Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras – CTF-APP, emitido pelo IBAMA, através do site: Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras e/ou Utilizadoras de Recursos Ambientais (CTF/APP);
  • Cadastro Nacional de Operadores de Resíduos Perigosos – CNORP, emitido pelo IBAMA, através do site: Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS);
  • Comprovante de Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas – RNTRC, conforme Resolução ANTT 3056/2009;
  • Pagamento da Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental – TFCA.

 

Conhecendo essas exigências e especificações para o transporte de produtos perigosos, será possível garantir um processo totalmente seguro, evitando multas ou sanções ambientais para a sua empresa. 

E você tem alguma dúvida sobre o transporte de produtos perigosos ou qualquer tema que envolva gerenciamento de resíduos? Entre em contato com a Pró-Ambiental! 

 

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Você sabe o que é Certificado de Destinação Final de Resíduos?

Você sabe o que é o CDF (Certificado de Destinação Final de Resíduos)? Especialmente se sua empresa gera algum tipo de resíduo sólido, essa é uma sigla que você precisa saber muito bem o significado e qual sua importância. 

O CDF é um documento que atesta que a tecnologia usada na destinação residual está em conformidade com as normas ambientais, não causando impactos para a natureza. A emissão do documento é realizada via MTR Online. 

Nesse artigo, vamos te explicar o que é Certificado de Destinação Final de Resíduos e qual sua importância para o meio ambiente. 

 

O que é o CDF?

De maneira resumida, o Certificado de Destinação Final de Resíduos, documento emitido pelo destinador, tem como principal objetivo garantir que o processo de destinação foi realizado de forma cuidadosa pelo gerador. 

Em outras palavras, o CDF fornece todo um detalhamento sobre os trâmites que envolvem a destinação desde sua origem até o destino final de fato, informando que o gerenciamento do resíduo foi adequado para a sua classificação. 

Ademais, também é emitida uma nota fiscal no CDF que conta com informações sobre peso, quantidade de resíduos, identificações e classes.

 

Qual a importância de possuir o CDF?

Hoje em dia, especialmente, empresas vêm progressivamente adotando práticas mais sustentáveis e pró meio ambiente para se adequarem às normas regulamentares. A garantia que sua corporação esteja em conformidade com a natureza é indispensável. 

E o CDF é uma maneira efetiva de apresentar à comunidade que sua empresa de fato não apenas conhece os impactos que uma destinação final de resíduos displicente pode causar, como busca resolver essa problemática por meio de ações. 

Portanto, o CDF acaba por ser um atestado de que sua empresa está andando conforme as normas ambientais no que se refere à destinação de resíduos.

 

Como emitir o Certificado de Destinação Final de Resíduos?

Para a emissão deste documento, você precisa entrar no MTR Online – SINIR, um sistema online desenvolvido justamente com o intuito de emitir o CDF. 

No MTR Online, o gerador, o transportador, o armazenador e o destinador apresentam informações importantes dos resíduos produzidos. 

Por fim, o SINIR é uma ferramenta do PNRS que busca aglutinar todos os dados referentes ao processo de gerenciamento de resíduos.

 

Quais informações constam no CDF?

Nesse documento, você deve encontrar a nota fiscal, identificação de peso e classe dos resíduos e quantitativos. Além disso, esses outros tópicos também devem estar presentes no CDF: 

 

  • Cabeçalho que conste dados cadastrais referente ao tratador (nome, CPF, informações de localização, etc)
  • Dados do gerador dos resíduos. Aqui, as informações da empresa que está enviando o os resíduos devem ser informadas.
  • Listagem completa dos resíduos. Aqui, todas as informações referentes ao resíduo devem ser especificadas. 
  • Dados do licenciamento ambiental do destinador. Aqui deve conter o registro do número da LAO (licença ambiental de operação) do destinador, além do prazo de validade e código de atividade do destinador.
  • Declaração de que os resíduos foram entregues de forma segura. 

 

O CDF é um certificado de muita importância para o meio ambiente. Monitorar os resíduos produzidos pela empresa é uma efetiva forma de evitar impactos significativos para a natureza. 

E precisando de auxílio para realizar o gerenciamento residual de sua corporação? Conte com a experiência e atuação de 15 anos no mercado da Pró-Ambiental! Entre em contato conosco!

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Licenciamento Ambiental: Entenda mais sobre sua importância no transporte de resíduos

Exigido pelos órgãos ambientais brasileiros com o principal intuito de proteger o meio ambiente e evitar acidentes, o licenciamento ambiental é uma responsabilidade de toda empresa que está envolvida de alguma forma com o transporte de resíduos.

Ao decorrer do processo de licenciamento ambiental, diversas dúvidas podem surgir, especialmente para profissionais que não estão acostumados com essas questões. Você sabe o que é o licenciamento ambiental e qual sua importância?

Não sabe? Não se preocupe! Nesse artigo, iremos tirar suas dúvidas relacionadas ao licenciamento ambiental.

 

Primeiro ponto: o que é o licenciamento ambiental?

Antes de qualquer coisa, devemos compreender o que é de fato essa autorização. Em poucas palavras, o licenciamento ambiental é uma espécie de aval cedido pelos órgãos responsáveis (ligados ao Ministério do Meio Ambiente) de cada estado do país para empreendimentos. 

E esse documento não apenas autoriza, como também é uma maneira de acompanhar atividades realizadas pela empresa em questão que possam apresentar potenciais características poluentes e nocivas para a natureza.

Se a sua companhia está inclusa nas categorias do licenciamento ambiental, busque realizar a operação o quanto antes, passando desde a fase de planejamento, passando pela instalação até chegar na efetivação.

 

Como saber se minha empresa precisa ser licenciada?

As atividades que necessitam do licenciamento ambiental foram definidas pela Resolução CONAMA 237 de 1997. No primeiro anexo da resolução, as seguintes atividades são listadas: 

  •    Tratamento e destinação de resíduos industriais (líquidos e sólidos).
  •    Tratamento/disposição de resíduos especiais tais como: de agroquímicos e suas embalagens usadas e de serviço de saúde, entre outros.
  •    Tratamento e destinação de resíduos sólidos urbanos, inclusive aqueles provenientes de fossas.

   Transporte de cargas perigosas – o que inclui o transporte de resíduo perigoso.

 

Por que o licenciamento ambiental deve ser realizado por tratadoras e transportadoras

Mas a grande pergunta que fica é a seguinte: por que minha empresa deve adotar o licenciamento ambiental? Podemos responder esse questionamento em três pontos.

O primeiro fica na questão da imagem que você passará com a sua companhia. O licenciamento é um passo primordial para que uma empresa de transporte inicie seu negócio com credibilidade e atestando que trabalha em prol do meio ambiente. 

O segundo ponto está ligado com assuntos legais, visto que o licenciamento ambiental é obrigatório em todo o território nacional desde 81. Um empreendimento sem esse documento é impedido de funcionar, logo, você estará em dia com a lei. 

E o terceiro ponto se dá pela exigência dos clientes que cada vez mais exigem o cumprimento correto da legislação ambiental. Afinal, como um cliente fecharia negócio com uma empresa que não está em dia com as leis e não possui a consciência ambiental de manter o licenciamento atualizado? 

 

Estar com o licenciamento ambiental em dia só trará benefícios para sua empresa. Além de melhorar a imagem externa, você estará totalmente em consonância com a preservação do meio ambiente! 

E precisando de serviços relacionados com gerenciamento de resíduos, você pode sempre contar com a Pró-Ambiental. Entre em contato conosco, vamos fechar essa parceria!

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Licença para transporte de resíduos: quando é necessária?

Para quem trabalha na área de transporte de resíduos, tirar a licença para transporte de resíduos é um dos passos mais importantes no ramo, especialmente quando se trata de materiais classificados como perigosos. 

O transporte é um processo de grande relevância no gerenciamento residual. E, dependendo do material transportado, pode apresentar riscos para a saúde de terceiros e para o meio ambiente. Por esse cenário, tirar licença para transporte de resíduos torna-se indispensável. 

Nesse artigo, te explicaremos melhor sobre a questão da licença necessária para o transporte de resíduos.

 

Qual licença tirar para transportar resíduos? 

No caso do Brasil, somente os resíduos que constam na Resolução nº 5232, de 14 de dezembro de 2016 da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) precisam de algum tipo de licença especial. Os demais resíduos que não estão listados podem ser transportados livremente, dependendo apenas da nota fiscal. 

Ademais, a resolução nº 5232, resolução essa que substituiu a ANTT 420/2004, é a mais importante quando o assunto é transporte de resíduos perigosos.  

Por fim, como consta na resolução, o transporte dos resíduos perigosos deve ser realizado levando em consideração as exigências referentes à classe de risco apropriada. Nessa exigência, os riscos e características de cada resíduo são avaliados.

 

Quais resíduos necessitam de autorização para transporte?

De forma geral, os únicos resíduos que necessariamente precisam de autorização e licença para transporte são os considerados perigosos. De acordo com a legislação, esses resíduos são divididos em: 

1 – Materiais Explosivos

2 – Gases 

3 – Líquidos Inflamáveis 

4 – Sólidos Inflamáveis 

5 – Substâncias Oxidantes 

6 – Substâncias Tóxicas e/ou Infectantes 

7 – Materiais Radioativos 

8 – Corrosivos 

9 – Substâncias Perigosas Diversas

 

O que fazer para emitir a licença de transporte de resíduos perigosos?

Para a emissão da licença de transporte de resíduos, é necessário que a empresa receba o Certificado de Regularidade Ambiental do IBAMA em convergência com as regras estipuladas no Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Ambientais (CTF/APP). 

Quando o cadastro for atualizado, o órgão emitirá a autorização para transporte de resíduos. Para o cadastro dos veículos e das licenças de operação junto à ANTT, deverão ser apresentados os seguintes documentos: 

  • memorial descritivo do processo industrial da empresa;
  • formulário de requerimento preenchido/assinado pelo representante legal;
  • cópia do CPF e Identidade do representante legal;
  • cópias dos CPFs e Registros nos Conselhos de Classe dos profissionais responsáveis pelo projeto, construção e operação.
  • cópias do CPF e Identidade de pessoa que for imbuída do contato entre a empresa e o órgão ambiental
  • cópias da Procuração, do CPF e da Identidade do procurador, caso tenha procurador;
  • cópia da ata da eleição da última diretoria, quando se tratar de sociedade anônima, ou contrato social registrado, quando se tratar de sociedade por cotas de responsabilidade limitada
  • cópia do CNPJ
  • cópias do registro de propriedade do imóvel ou de certidão de aforamento ou cessão de uso;
  • cópia da Certidão da Prefeitura indicando que o enquadramento do empreendimento está em conformidade com o a Lei de Zoneamento Municipal;
  • cópia da Licença ambiental anterior, se houver;
  • guia de Recolhimento (GR) do custo de Licença. A efetuação do pagamento e custo da taxa referente deverá ser orientada pelo órgão;
  • planta de localização do empreendimento;
  • croquis ou planta hidráulica, das tubulações que conduzem os despejos industriais, esgotos sanitários, águas de refrigeração, águas pluviais etc.

 

Se certificar de que sua empresa está apta a cumprir esses requisitos para a licença de transporte de resíduos é, para todos os efeitos, uma forma de responsabilidade ambiental. 

E precisando de serviços de gerenciamento de resíduos? Conte com a experiência da Pró-Ambiental!

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Você sabe a diferença entre a classificação e a caracterização dos resíduos?

Classificar e caracterizar resíduos, apesar de soarem como termos parecidos, são duas fases bem diferentes durante o processo de gerenciamento residual dentro de uma empresa. Cada uma apresenta particularidades que devem ser respeitadas. 

 

Enquanto a caracterização se mostra uma fase em que são definidas as propriedades físicas, biológicas e composições químicas de um resíduo, a classificação se baseia em identificar as atividades que originaram o resíduo. 

 

No decorrer desse texto, vamos te explicar de forma detalhada as diferenças mais significativas entre a classificação e caracterização de resíduos.

 

O que é a caracterização dos resíduos?

 

Chegando na fase final do gerenciamento, a destinação final, é necessário que se tenha um conhecimento prévio sobre as características físicas, químicas e biológicas de cada resíduo. Essas informações são imprescindíveis para que o resíduo seja destinado da forma adequada para suas composições. 

 

Dessa forma, a caracterização, como o nome sugere, é a fase em que essas propriedades são identificadas e registradas. Com esses dados em mãos, a destinação final será realizada de maneira personalizada, levando sempre em consideração as caracterizações encontradas em cada resíduo. 

 

A primeira fase desse processo de caracterização consiste em uma descrição minuciosa das origens do produto, além de outras informações referentes ao estado físico, cor, odor e grau de heterogeneidade.

 

Na segunda fase, é avaliado o estado físico, o processo que se originou, a atividade industrial que o resíduo pertence e qual seu constituinte principal. E por fim, a terceira fase tem como objetivo definir a destinação final do resíduo.

 

O que é classificação dos resíduos?

 

Já no caso da classificação, o foco principal é identificar tanto os constituintes residuais quanto os processos que deram origem ao resíduo e, em um segundo momento, realizar uma comparação destes constituintes com a listagem de substâncias que tragam algum impacto para o meio ambiente. 

 

No Brasil, essa classificação é realizada por meio da NBR 10.004/04 da ABNT, que visa a identificação de eventuais riscos para o meio ambiente que os resíduos podem causar. 

Segundo a ABNT, as classificações dos resíduos são:

 

 

  • Resíduos Classe I – Perigosos: Resíduos que apresentam características como reatividade, toxicidade, corrosividade, inflamabilidade, etc. Exemplos: restos de tinta, material hospitalar, produtos radioativos. 
  • Resíduos Classe II A – Não inertes: Resíduos que não se encaixam nas classificações de resíduo Classe I ou resíduos de classe II B. Costumam possuir propriedades como combustibilidade ou solubilidade na água. Exemplos: restos de madeira, fibras de vidro, gessos e lixas. 

 

  • Resíduos Classe II B – Inertes: São resíduos que, quando entram em contato estático e dinâmico com a água deionizada ou destilada em temperatura ambiente, mantém seus constituintes com concentrações que perpassam aos padrões naturais de potabilidade da água. Exemplos: areia, sucata, entulhos de demolição.

Saber as particularidades existentes entre a classificação e a caracterização de resíduos é um ponto de extrema importância para realizar um gerenciamento de resíduos eficiente e correto em sua empresa. 

 

E necessitando de um auxílio profissional para gerenciar resíduos, você pode sempre contar com a experiência de 15 anos no mercado da Pró-Ambiental. Entre em contato conosco!

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Quais as vantagens da incineração de resíduos?

A incineração é considerada um método muito eficiente para a destinação dos resíduos produzidos por uma empresa. Como uma prática sustentável, a incineração de fato possui diversos pontos positivos. 

Entretanto, é válido frisar que deve-se contratar especialistas para a prática manter tal efetividade. Os níveis de emissões atmosféricas legalizados pela norma cobram 0,0000098, já os índices emitidos pela tecnologia avançada da Pró-Ambiental atingem apenas 0,00000000000000000098. Continue a leitura do artigo e entenda o porquê é vantajoso incinerar resíduos.

Vantagens da incineração de resíduos 
  • Reduz o volume de resíduos: A maior vantagem do processo de incineração é a drástica redução dos resíduos que seriam destinados para aterros. Como consequência dessa redução, o aterro no qual os resíduos seriam enviados acaba ganhando mais espaço e vida útil.
  • Gera lucro: A incineração tem também a grande vantagem de produzir energia conforme a prática acontece. A queima dos resíduos gera energia térmica que, posteriormente pode se transformar energia elétrica. Além disso, as cinzas resultantes do método também podem ser comercializadas para a produção de materiais como cimento e cerâmica.
  • Ótimo para destinação de resíduos perigosos: Uma das melhores formas de destinar resíduos perigosos é incinerando. Por eles apresentarem alto grau de periculosidade em suas composições, a destruição completa que o processo de incineração promove é a maneira mais segura de destinar. 
  • Preserva o meio ambiente: Por último mas não menos importante, a incineração evita o acúmulo de resíduos em locais indevidos, contribuindo assim para a prevenção a poluição e contaminação do solo, rios, etc. 

 

Sem dúvida nenhuma, a incineração representa uma ótima opção para destinar os resíduos que empresas produzem. O ponto principal aqui é ressaltar os prós e analisar se a empresa oferecedora do serviço de incineração, atende a todas as normas e assumem compromisso com o meio ambiente.

A Pró Ambiental é empresa pioneira na America Latina na incineração de resíduos perigosos, por meio da utilização de um maquinário com tecnologia alemã. Trabalho com excelência na qualidade, respaldo às empresas e manutenção do meio ambiente.

E como vai o gerenciamento de resíduos da sua empresa? A Pró-Ambiental pode te auxiliar a realizar desde a fase de coleta até o tratamento, transporte e destinação final. Afinal, os 15 anos de experiência no mercado atestam a qualidade no nosso trabalho. Entre em contato conosco e vamos fechar essa parceria! 

 

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Incineração de resíduos: o que é e quais resíduos podem ser incinerados?

A incineração de resíduos é uma prática extremamente sustentável e que traz uma série de benefícios para o meio ambiente se for realizada de maneira correta e dentro das normas estabelecidas por leis. Além da diminuição de sobras, o processo de incineração de resíduos também pode gerar energia.

 No entanto, não é qualquer produto que pode ser incinerado de forma segura. Existem casos específicos onde a incineração não é recomendada por apresentar uma série de perigos para o meio ambiente e para a saúde pública. 

Pensando nisso, preparamos nesse artigo uma lista pra te informar com clareza sobre o que é a incineração e quais os tipos de resíduos que podem passar pela incineração de maneira segura. 

O que é a incineração de resíduos?

A incineração é uma eficiente forma de tratamento de resíduo. Nela, basicamente, as sobras dos objetos são queimadas dentro de um forno ou de uma usina própria para o processo. A grande essência da incineração está na formação de cinzas inertes resultantes das altas temperaturas. 

Existem duas técnicas principais de incineração: o Mass Burning, onde o resíduo é incinerado em seu estado bruto e sem pré-tratamento, e o Refuse-derived Fuel, que é onde eles são processados anteriormente. 

No entanto, como dito anteriormente, nem todo resíduo pode ser incinerado. Na verdade, os que devem passar pelo processo são os chamados perigosos, os que apresentam risco biológico ou químico. Resíduos de hospitais e de laboratórios, por exemplo, estão neste grupo.

Por que a incineração é tão eficiente?

O principal motivo da eficiência apresentada pelo processo de incineração está na redução do volume total de resíduos que, se descartados na natureza, apresentariam grande risco tanto para o ambiente quanto para o homem. 

Logo, ao incinerar os resíduos de alta periculosidade, as empresas que contam com essas sobras residuais estão dando a eles um processo de destinação final seguro e sem apresentar riscos ambientais e de saúde pública.

Ademais, a incineração também é importante por estar diretamente ligada com a produção de energia, podendo vir a ser uma forma de lucro para a empresa que realiza o processo. E essa produção energética se faz presente pelo processo de queima, que pode resultar em energia térmica e elétrica. 

Quais os resíduos podem ser incinerados? 

Existem dois principais grupos de resíduos que são mais indicados a passarem pelo processo de incineração: os hospitalares e os industriais. 

Os resíduos hospitalares, ou seja, gerados em ambientes como clínicas, necrotérios, hospitais, etc, estão subdivididos em dois grupos, que são: 

  • Grupo A: Os que possuem um grande potencial infectante e agentes biológicos infecciosos que podem ser transmitidos pelo contato. Luvas cirúrgicas usadas, por exemplo, estão presentes no grupo A. 
  •  Grupo B: São os resíduos químicos, ou seja, os que possuem em suas composições substâncias que podem ocasionar doenças. Remédios para tratamento de câncer e substâncias presentes em materiais de raio X são exemplos do grupo B.

 

Por fim, os resíduos de alta periculosidade produzidos em ambientes industriais também devem passar pela incineração. Defensivos agrícolas são exemplos de resíduos industriais que devem ser incinerados. 

A incineração é uma forma de tratamento extremamente eficiente e recomendada para resíduos perigosas. Nesse processo, além de reduzir consideravelmente as sobras produzidas pela empresa. Você também pode estar como consequência produzindo energia térmica e elétrica. 

E é sempre bom lembrar: sua empresa necessita de um serviço de transporte, tratamento e destinação final de resíduos de qualidade? Conte com os 15 anos de experiência no mercado da Pró-Ambiental! 

 

 

 

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